Uma das perguntas que mais aparecem quando a gente volta de viagem é: afinal, quanto custou tudo isso? E eu entendo. Antes de viajar, eu também gosto de ler relatos reais, com números honestos e contexto, porque só o valor “de vitrine” quase nunca conta a história inteira.
No nosso caso, essa não foi uma viagem simples de calcular. Usamos várias estratégias para reduzir o custo final: créditos do Amex, cashback, gift cards, status em hotéis, pontos da ALL Accor, milhas e reservas feitas em momentos diferentes. Então, neste post, a ideia não é mostrar só o valor cheio das coisas, mas o custo real da viagem, considerando o que de fato saiu do bolso e também o que conseguimos otimizar no caminho.
Nossa viagem foi de 3 a 13 de maio de 2026, passando por Orlando, Boca Raton e Miami, com parques, road trip, hotéis diferentes e uma combinação de executiva na ida e na volta.
Resumo do custo da viagem
Considerando os principais itens já fechados da viagem, nosso total terrestre ficou em aproximadamente:
- Hotéis: US$ 1.381,11
- Ingressos + hotéis + carro/estrada: cerca de R$ 17.783,62
Esse número considera:
- reservas confirmadas
- cashback
- créditos recebidos
- custo líquido do carro
- custo líquido real de parte dos hotéis
A parte aérea eu prefiro tratar separadamente, porque ela foi construída com estratégias bem diferentes de uma compra “normal”.
Quanto custaram os voos
A parte aérea foi um dos pontos mais interessantes da viagem.
Ida
Na ida, usamos o Companion Pass da Azul e também um voucher de upgrade, e no fim pagamos:
R$ 2.300 para duas pessoas em classe executiva
Esse foi um excelente uso do benefício, porque conseguimos voar em executiva por um valor muito forte para duas pessoas.
Volta
Na volta, viemos de American Airlines em classe executiva, usando:
100.000 pontos Alaska
Esse é exatamente o tipo de resgate que muda o nível da viagem sem necessariamente exigir um desembolso em dinheiro na mesma proporção.
Por isso, neste artigo, a conta principal da viagem está organizada em duas partes:
- custos em dinheiro / líquidos
- custos/resgates estratégicos com pontos e benefícios
Quanto custaram os hotéis
Ao longo da viagem, dividimos a hospedagem em cinco bases diferentes:
- Universal Endless Summer
- Walt Disney World Dolphin
- Renaissance Orlando Resort – Disney Springs Area
- Waterstone Resort & Marina, Boca Raton
- Novotel Miami Brickell
Universal Endless Summer
O Endless Summer foi pago com gift cards do Hotéis.com, e essa foi uma das partes mais criativas da viagem em termos de estratégia.
O valor da hospedagem ficou em:
US$ 572,88
Mas esse número, sozinho, não conta a história toda. Essa reserva foi viabilizada com uma estrutura de gift cards que envolveu cashback, créditos promocionais e acúmulo ao longo do tempo. Então, embora esse seja o valor da hospedagem no controle final, na prática ela foi extremamente otimizada.
Walt Disney World Dolphin
O Dolphin foi um dos maiores acertos da viagem.
- Valor bruto da reserva: US$ 605,28
- Crédito TPC/Amex: US$ 300
- Crédito adicional recebido: US$ 150
- Custo líquido final: US$ 155,28
Além disso, ainda tivemos:
- café da manhã pelos 2 dias
- para duas pessoas
- por conta do status Marriott Platinum
Estimamos esse benefício em cerca de US$ 30 por dia, ou seja, aproximadamente US$ 60 em economia adicional percebida.
Na prática, o Dolphin foi um caso clássico de hotel que parecia caro olhando só o valor bruto, mas que ficou excelente quando colocamos na ponta do lápis os créditos e os benefícios.
Renaissance Orlando Resort – Disney Springs Area
O Renaissance entrou como hotel-pivô entre Orlando e o início da road trip.
- US$ 210,38
Foi uma diária funcional, bem posicionada dentro da lógica do roteiro.
Waterstone Resort & Marina, Boca Raton
Esse hotel também entrou com ajuda importante dos créditos.
- Valor final considerado: US$ 214,66
Foi uma das hospedagens que ajudaram a elevar o nível da viagem sem elevar na mesma proporção o custo final.
Novotel Miami Brickell
Aqui entra outra estratégia importante.
- Valor de referência da reserva: US$ 227,91
- Forma de pagamento: pontos da ALL Accor
No caso do Novotel, usamos pontos da ALL Accor com uma estratégia de economia de aproximadamente 40% no valor dos pontos. Então, embora o valor de referência da reserva tenha sido esse, o custo real percebido da hospedagem foi menor graças à forma como os pontos foram gerados/utilizados.
Isso é importante porque reforça uma lógica que se repetiu na viagem inteira: não era só sobre usar pontos ou benefícios, e sim sobre usar bem.
Total dos hotéis
Somando os hotéis no nosso controle principal:
US$ 1.381,11
Usando o câmbio de referência que vínhamos usando no planejamento:
R$ 7.237,02
Esse foi um número muito bom considerando a estrutura da viagem, com:
- hotel da Universal
- hotel na área Disney
- resort em Boca Raton
- hotel em Brickell
Quanto custaram os ingressos
Universal
O total dos ingressos da Universal ficou em:
R$ 6.871,00 (Comprando pela Decolar e ganhando pontos ESFERA)
Aqui vale lembrar que nossa estratégia foi usar bem o Early Entry e o park-to-park, especialmente nos dias de Islands of Adventure e Universal Studios.
Disney
Os ingressos Disney, para duas pessoas, com opção Park Hopper para o dia 8 de maio, custaram:
- US$ 572,30
- com 40% de cashback no Capital One Shopping
Considerando esse cashback, o valor líquido estimado ficou em:
R$ 1.799,31
Foi outro ótimo acerto da viagem.
Total de ingressos
Somando Universal + Disney:
R$ 8.670,31
Quanto custou o carro e os deslocamentos
O carro foi alugado na Sixt, com retirada em Kissimmee e devolução no aeroporto de Miami.
Reserva do carro
- US$ 332
- com 30% de cashback no Capital One Shopping
O custo líquido estimado ficou em aproximadamente:
R$ 1.217,78
Além disso, também consideramos:
- combustível: R$ 260,27
- pedágios: R$ 136,24
- SunPass PRO: R$ 78,60
- estacionamento do Novotel: R$ 183,40
Total carro + estrada
R$ 1.876,29
Esse bloco ficou bem controlado porque só pegamos o carro a partir de 9 de maio, então boa parte de Orlando foi feita sem esse custo.
Total consolidado da viagem
Somando os principais blocos terrestres:
- Ingressos: R$ 8.670,31
- Hotéis: R$ 7.237,02
- Carro + estrada: R$ 1.876,29
Total: R$ 17.783,62
Esse é o número que melhor representa a estrutura principal da viagem em terra.
Alimentação: por que não entrou no total fechado
A alimentação ficou de fora do total consolidado porque fomos decidindo muita coisa ao longo da viagem:
- refeições em parque
- restaurantes especiais
- cafés da manhã
- paradas rápidas
- mercado
- refeições que compensaram e outras que não compensaram
Como temos material suficiente para um post próprio, faz mais sentido tratar isso separadamente.
Como conseguimos economizar nessa viagem
Se eu tivesse que resumir os principais motores de economia da viagem, seriam estes:
1. Créditos do Amex
Os créditos fizeram muita diferença, especialmente no Dolphin e em outra parte da hospedagem.
2. Cashback
O cashback pesou bastante em itens grandes, como:
- ingressos Disney
- aluguel do carro
- gift cards usados na hospedagem
3. Gift cards
No caso do Endless Summer, os gift cards foram decisivos para melhorar o custo final real da estadia.
4. Status em hotel
O Marriott Platinum gerou benefício concreto no Dolphin, com café da manhã incluído nos dois dias.
5. Pontos Accor
No caso do Novotel Miami Brickell, usamos pontos da ALL Accor com uma estratégia de economia aproximada de 40% no valor dos pontos.
6. Benefícios aéreos e milhas
A parte aérea também foi muito otimizada:
- ida em executiva para duas pessoas por R$ 2.300, usando Companion Pass da Azul + voucher de upgrade
- volta em executiva na American Airlines com 100.000 pontos Alaska
7. Boa lógica de roteiro
Uma viagem também fica mais barata quando o roteiro faz sentido. Concentrar parques por região, usar o carro só a partir do momento certo e evitar deslocamentos sem lógica ajudou bastante.
O que mais valeu a pena financeiramente
Se eu tivesse que apontar os maiores acertos financeiros da viagem, seriam:
- Dolphin, pelo combo de créditos + café da manhã
- Disney Park Hopper, pelo cashback forte
- aluguel do carro, pela reserva com cashback
- Endless Summer, pela estratégia com gift cards
- ida em executiva com Azul, pelo uso do Companion Pass
- volta com pontos Alaska, pelo resgate em executiva
Nossa leitura final
O valor total da viagem não foi baixo, mas também não foi uma viagem montada no automático. A sensação que fica é que conseguimos fazer uma viagem muito completa, com:
- hotéis bons
- parques
- road trip
- executiva na ida e na volta
- Boca Raton
- Miami
E tudo isso sem pagar cheio em várias das partes mais caras.
Para mim, essa é a principal conclusão:
mais do que gastar menos, a gente conseguiu gastar melhor.
Conclusão
Se eu olhasse só os valores brutos, essa viagem pareceria bem mais cara do que realmente foi. Mas quando colocamos na conta os créditos, o cashback, os benefícios de status, os pontos Accor, as milhas e os benefícios aéreos, o cenário muda bastante.
Esse tipo de controle dá trabalho, mas vale muito a pena. No nosso caso, fez diferença real no custo final e também ajudou a subir o nível da viagem sem subir na mesma proporção o valor desembolsado.
Foi exatamente o tipo de viagem que prova que planejamento financeiro, pontos, benefícios e viagem podem andar muito bem juntos.